Domingo, 28 de Junho de 2009

Capítulo 34: A Outra Copa do Mundo

A guerra no mundo contemporâneo não é ‘mundial’ como a primeira e a segunda grande guerra, e sim, global, ou para ser mais direto: globalizada. Pode ocorrer um conflito lá num país que ninguém nunca ouviu falar o nome antes e então começa o espetáculo. A guerra antes travada apenas com bombas agora é travada também com câmeras.

Em meio a soldados se matando, há jornalistas se digladiando em busca de um furo ou de algum acontecimento bombástico... Quem sabe consigam pegar o momento exato em que uma família de civis é ‘acidentalmente’ bombardeada por tropas aliadas. A guerra por si só não choca. Milhares de mortos todos os dias, é um acontecimento banal. Mas um fato como esse, como o exemplo anterior, a morte desses ‘insignificantes’ civis (no contexto da guerra – se é que me entende) choca muito mais.

Diante de um acontecimento como esse, uma guerra de proporções ‘globalizadas’, enquanto a próxima notícia não vem, todos estão chocados, perplexos, querendo entender os motivos da guerra... Mas então o noticiário na tevê exibe em seguida a jogada sensacional do jogador o ‘fenômeno’, deixando todos extasiados de alegria. O sensacionalismo imperante no mundo moderno. A ‘escandalização’ dos acontecimentos.

Se a Primeira Dama dos Estados Unidos de repente quebrar o salto alto e ‘quase’ cair no chão, será uma notícia sensacional para os tablóides do mundo inteiro. Diante disso, ficamos perplexos com tudo: tanto a guerra lá nesse país – sei lá de onde é – quanto a ‘quase’ queda da Primeira Dama dos Estados Unidos são duas notícias relevantes. Se não é para você, é para alguns outros milhões de pessoas. Até cachorro atropelado na rua pode ser ‘sensacionalisticamente’ noticiado.

Durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial não houve Copa do Mundo. Guerra parece se um evento muito mais lucrativo para os países envolvidos e tem muito dessa rivalidade do futebol. Se você reparar bem, há muito poderiam ter iniciado uma Terceira Guerra Mundial. Mas não fizeram ainda, por quê? Nas mesmas proporções que as duas primeiras, seria um prejuízo imenso para os envolvidos. É muito mais rentável, seguir a lógica das Copas do Mundo: elege-se um país sede e vamos jogar o baba... Ou a bomba. Afeganistão, Iraque... E agora a disputa para o país sede parece ser entre o Iran ou a Koreia do Norte.

N.do.A: Não adianta entender os motivos dessa ou daquela guerra. Não passamos de pequenas peças de um grande jogo sem sentido. Hoje tem jogo do Brasil...